Londres, 01 de Junho de 1.155 - 06:00 horas.
A manhã do primeiro dia do mês de Junho chegou límpida e fria à capital da Inglaterra; com uma aspereza que nada indicava a proximidade do verão na Ilha da Bretanha...
Curiosamente, não havia nenhuma nuvem no céu da metrópole...
Para uma cidade de seu porte e importância, Londres é considerada "jovem" (pelo menos se comparada às metrópoles europeias continentais). Sua origem pode ser traçada até uma época sanguinária, quando o Império Romano decidiu expandir seus domínios pela Ilha (massacrando e subjugando inúmeras tribos celtas). Das árvores ancestrais, os invasores construíram uma fortaleza de madeira. Eles usaram as colinas para construir seus baluartes e reforçar o abrigo de suas Legiões. À medida que os Romanos alcançavam vitória depois de vitória e enchiam seus cofres com os espólios e tributos de suas conquistas, a Fortaleza cresceu, tomando a forma de uma verdadeira cidade...
Mesmo após a queda de Roma, Londres continuou a crescer. Seus sucessores aumentaram o que já havia sido feito, trocando madeira por pedra. Castelos surgiram no coração da cidade; e camponeses se abrigaram nas sombras destas construções!
Londres é o centro de poder da Grã-Bretanha. É o coração e a alma da política em constante conflito e em movimento da Inglaterra. Mas ainda é uma cidade, que cresceu de forma inconstante, até assumir sua forma atual. Histórias sobre este lugar se espalham por todos os cantos do mundo. Quanto mais longe da capital, mais fantásticos e maravilhosos são estes relatos! Porém, ao se aproximar do vale do Rio Tâmisa, seu esplendor diminuir rapidamente à medida que a dura realidade de seus habitantes, sua imundície e sua miséria se tornam visíveis...
A capital da Inglaterra é uma metrópole enorme que cobre as margens do Rio Tâmisa até onde a vista alcança; e se estende pelas terras ao longo do vale por vários quilômetros. Altas muralhas de pedra protegem uma miríade de armazéns, bancas de mercadores, estalagens, empórios e pavilhões (todos aglomerados para criar uma estranha mistura entre o novo e o velho). A população é tão grande que não pode ser contida dentro dos limites da cidade; e transborda para fora das muralhas e portões - amontoando residências ao longo das estradas que ligam esta cidade ao interior da Ilha. Navios enchem as docas por todos os meses do ano. O murmúrio das vozes, risos e lágrimas; o clangor das lâminas e o zumbido do comércio soam dia e noite. Mas sendo uma cidade gigantesca, Londres é suja e fede a esgoto, fumaça e a multidão. Aqueles acostumados à capital juram que podem sentir o cheiro da traição emanando de suas ruas enlameadas...
Nem todos os anos foram bons com Londres...
A cidade já sofreu com grandes pestes, pragas, incêndios e enchentes; mas nada comparado à carnificina ocorrida nas últimas duas décadas!
Mesmo após a queda de Roma, Londres continuou a crescer. Seus sucessores aumentaram o que já havia sido feito, trocando madeira por pedra. Castelos surgiram no coração da cidade; e camponeses se abrigaram nas sombras destas construções!
Londres é o centro de poder da Grã-Bretanha. É o coração e a alma da política em constante conflito e em movimento da Inglaterra. Mas ainda é uma cidade, que cresceu de forma inconstante, até assumir sua forma atual. Histórias sobre este lugar se espalham por todos os cantos do mundo. Quanto mais longe da capital, mais fantásticos e maravilhosos são estes relatos! Porém, ao se aproximar do vale do Rio Tâmisa, seu esplendor diminuir rapidamente à medida que a dura realidade de seus habitantes, sua imundície e sua miséria se tornam visíveis...
A capital da Inglaterra é uma metrópole enorme que cobre as margens do Rio Tâmisa até onde a vista alcança; e se estende pelas terras ao longo do vale por vários quilômetros. Altas muralhas de pedra protegem uma miríade de armazéns, bancas de mercadores, estalagens, empórios e pavilhões (todos aglomerados para criar uma estranha mistura entre o novo e o velho). A população é tão grande que não pode ser contida dentro dos limites da cidade; e transborda para fora das muralhas e portões - amontoando residências ao longo das estradas que ligam esta cidade ao interior da Ilha. Navios enchem as docas por todos os meses do ano. O murmúrio das vozes, risos e lágrimas; o clangor das lâminas e o zumbido do comércio soam dia e noite. Mas sendo uma cidade gigantesca, Londres é suja e fede a esgoto, fumaça e a multidão. Aqueles acostumados à capital juram que podem sentir o cheiro da traição emanando de suas ruas enlameadas...
Nem todos os anos foram bons com Londres...
A cidade já sofreu com grandes pestes, pragas, incêndios e enchentes; mas nada comparado à carnificina ocorrida nas últimas duas décadas!
Em 1.135, após a morte do amado e respeitado Rei Henry I (sucessor de William da Normandia - responsável por derrotar a ameaça Vikings e reunificar a Inglaterra); a capital mergulhou numa sangrenta guerra pela sucessão ao trono da Grã-Bretanha. De um lado, os defensores da Rainha Matilda (filha de Henry I e considerada "legítima herdeira"). De outro, os defensores de seu primo Stephen (segundo na linha sucessória, mas por ser homem, considerado a "melhor opção" pela Igreja e parte significante da nobreza). Esta guerra só terminou em 19 de Dezembro de 1.154 (quase vinte anos depois da morte de Henry I); com a coroação do Rei Henry II (filho da Rainha Matilda e do Conde Godfrey de Anjou); após a "morte misteriosa" de seu tio Stephen...
Obviamente, nem todas as feridas da guerra foram cicatrizadas...
Vocês são Cavaleiros jurados ao Conde de Westham - poderoso senhor de terras na região sudoeste de Londres; fiel à Rainha Matilda e, logicamente, ao seu filho Henry II; e nos últimos vinte anos guerrearam contra os homens do Barão de Millwall (considerado traidor por apoiar o Rei Stephen I e por não reconhecer a legitimidade do Rei Henry II).
Não foram poucos os cadáveres que tingiram de vermelho as águas do Rio Tâmisa, vítimas da imensa rivalidade entre Martelos e Leões (símbolos, respectivamente, das Casas de Westham e Millwall). E embora os combates tenham cessado a quase meio ano; todos sabemos que uma simples fagulha fará com que o fogo das forjas de guerra reacenda imediatamente!
Por volta das seis horas da manhã, Quatro Cavaleiros (usando imponentes armaduras negras e douradas; trazendo em seus escudos uma uma flor de lis estilizada); se aproximaram lentamente dos portões da Fortaleza de Boleyn Ground. As respirações dos homens e dos cavalos misturavam-se em nuvens de vapor no ar frio matinal...
Um dos Cavaleiros tirou o elmo escuro, revelando-se um homem velho (aparentando ter mais de sessenta anos); mas ainda muito forte e imponente. Tinha um belo par de olhos azuis, contrastando com seus cabelos prateados. Sua voz grossa ressoou como um trovão:
- Saudações, irmãos de armas citadinos! Sou Christian Carter, Cavaleiro da Ordem Sagrada Fleur d' Liz; e trago um convite do Príncipe-Regente Eric Lestrade, Senhor do Reino de Devon; para o nobre Conde de Westham!
Cruzando os portões da Fortaleza, a pequena comitiva cavalgou lentamente pelo pátio interno; até descerem de seus corcéis negros; amarrando-os em postes próximos ao fontanário (onde todos os Cavaleiros tiraram seus elmos e lavaram seus rostos na água gelada; antes de saciar a sede de suas montarias). Em seguida, caminharam em direção à escadaria que levava ao salão do trono...
Trata-se de um aposento enorme, com gigantescas pilastras sustentando o teto de rochas brutas; e um longo tapete retangular, nas cores vermelho e amarelo; se estendendo da porta de entrada até os dois imensos tronos de madeira, ricamente marchetados em prata e ouro. Em todos os lados havia desenhos e ornamentos do maior esplendor e opulência das obras de arte. Era realmente um monumento ao poder e a riqueza da Casa Westham...
Ambos os tronos estavam ocupados, mas o espaço era tão amplo que, de longe, mal podia-se distinguir o Conde e a Condessa de Westham!
O Conde parecia um homem próximo da morte. Aparentava ser bem mais velho do que o Cavaleiro Carter (e infinitamente mais magro). Seu longo cabelo cinzento, salpicado de branco, pendia até as costas; sua pele era muito pálida e sua face sulcada por sofrimento e medo. Fitava os visitantes com suspeição, piscando os olhos (ou talvez estivesse quase cego). Apesar da aparente fragilidade, o nobre era um homem obstinado, destemido e briguento (considerado inflexível mesmo quando se tratava dos apelos de sua própria família).
Ao seu lado, ocupando o outro trono, estava sua filha (e única herdeira) Allanis - uma garota bonita e sedutora, esguia e de pernas cumpridas; com cabelos ruivos e rosto magro; vestida com roupas masculinas e empunhando um enorme martelo de guerra. Diziam as más-línguas que seu nariz lembrava o bico de um abutre; e que a Condessa de Westham nunca havia se casado, porque gostava da companhia de outras damas...
Mais uma vez o Cavaleiro Carter assumiu a frente; se ajoelhou; e sacou de seu cinturão um pequeno pergaminho enrolado; entregando-o ao Conde; antes de se apresentar formalmente:
- Vossa Graça... Condessa... Sou Christian Carter, humilde Cavaleiro da Ordem Sagrada Fleur d' Liz. Venho do distante Reino de Devon, para entregar-lhes pessoalmente o convite para a cerimônia de casamento do nosso Príncipe-Regente; como um sinal de respeito e apreço do Lorde Lestrade por Vossas Senhorias... Com a vossa permissão...
O Conde entregou o pergaminho à filha; que rompeu o selo (também com o símbolo da flor de lis); e leu seu conteúdo em voz alta:
- Hummmmm... Vejamos... Aqui diz: "Às casas nobres de Londres: saudações em nome do Príncipe-Regente Eric Lestrade! Vossa Alteza os convida para sua cerimônia de casamento, que se realizará às 21:00 horas, do dia 21 de Junho do presente ano da graça de Nosso Senhor Jesus Cristo; na Cathedrall de Saint Michell, em Redruth - capital do Reino de Devon. Todos os vossos vassalos estão convidados para participar do Grande Torneio, a ser realizado em comemoração do matrimônio. A presença dos senhores trará enorme honra e prestígio para nosso povo"...
O Conde, mais do que depressa, questiona:
- Os senhores convidarão todas as casas nobres de Londres? Até mesmo os cães de Millwall?
O Cavaleiro, preso ao seu voto de honestidade; confirmou:
- Receio que sim, Vossa Graça... Lorde Lestrade gostaria de contar com a presença de Vossas Senhorias em seu matrimônio e também no Grande Torneio que o precederá...
- POIS DIGA-LHE QUE WESTHAM JAMAIS SE SENTARÁ NA MESMA MESA QUE UM CÃO SARNENTO! RETIRE-SE IMEDIATAMENTE DAS MINHAS TERRAS!
A Condessa segura as mãos trêmulas de seu pai, e diz calmamente:
- Acalme-se, papai... Não seja descortês com um nobre Cavaleiro cristão! Ademais... esse Grande Torneio será uma ótima oportunidade para derrotar e humilhar os cães de Millwall! Se o senhor não quiser comparecer, permita que eu e nossos Cavaleiros possam representá-lo...
O nobre londrino pondera por alguns segundos, antes de concordar:
- Tens razão, minha filha... Bem, nobre Arauto... a Condessa de Westham comparecerá ao casamento do Lorde Lestrade; e nossos paladinos defenderão nossa Casa no Grande Torneio...
O Cavaleiro, satisfeito pela missão cumprida, agradeceu:
- Será uma honra para todos nós, Vossa Graça...
Um dos Cavaleiros tirou o elmo escuro, revelando-se um homem velho (aparentando ter mais de sessenta anos); mas ainda muito forte e imponente. Tinha um belo par de olhos azuis, contrastando com seus cabelos prateados. Sua voz grossa ressoou como um trovão:
- Saudações, irmãos de armas citadinos! Sou Christian Carter, Cavaleiro da Ordem Sagrada Fleur d' Liz; e trago um convite do Príncipe-Regente Eric Lestrade, Senhor do Reino de Devon; para o nobre Conde de Westham!
Os Personagens terão sua primeira oportunidade para interagir com NPC’s!
O Cavaleiro Carter será educado e cortês, tratando os Personagens como "irmãos de armas". Ele não os atacará (a menos que seja atacado primeiro); mas será irredutível num ponto: o convite deverá ser entregue pessoalmente...
Teste bem sucedido de Raciocínio + Senescalia (dif. 06) revela:
* Vocês ouviram falar que a Ordem Sagrada Fleur d' Liz é uma dissidência rebelde da Ordem dos Cavaleiros Templários; ** O Reino de Devon surgiu a poucos anos, ocupando a porção sudoeste da Ilha da Bretanha; *** Apesar dos poucos anos de existência, Devon vem atraindo centenas de pessoas (graças à sua política de "liberdade individual" - contrastando com o sistema feudal inglês); **** A Ordem Sagrada Fleur d' Liz é composta por Cavaleiros mais íntegros, honestos e confiáveis que os Templários; ***** Seus estandartes, escudos e armaduras parecem ser legítimos.
Quaisquer outros testes não revelam "ameaça" ou "perigo", ao grupo ou ao Conde de Westham. E para mostrar sua boa-fé, até aceitam entrar na Fortaleza sem suas Espadas Longas e seus Arcos Curtos (apenas suas Adagas permanecerão ocultas). Neste caso, um dos três Cavaleiros ficará do lado de fora dos portões (guardando suas armas).
Mas como conhecemos a índole agressiva dos Jogadores de RPG, segue a Ficha dos Cavaleiros (e, em separado, do Cavaleiro Carter):
Três Cavaleiros: Natureza: Fanáticos; Comportamento: Autocratas; Nacionalidade: Reino de Devon; Idade: 30 Anos (em média); Sexo: Masculinos; Conceito: Cavaleiros da Ordem Sagrada Fleur d' Liz; Força: 03; Destreza: 03; Vigor: 04; Carisma: 02; Manipulação: 02; Aparência: 02; Percepção: 03; Inteligência: 02; Raciocínio: 03; Prontidão: 04; Esportes: 03; Briga: 03; Esquiva: 02; Empatia: 01; Intimidação: 02; Liderança: 03; Lábia 01; Empatia com Animais: 01; Arqueirismo: 02; Etiqueta: 01; Armas Brancas: 04; Cavalgar: 01; Furtividade: 01; Instrução: 01; Investigação: 01; Linguistica: 01; Ocultismo: 01; Senescalia: 01; Consciência: 03; Autocontrole: 03; Coragem: 03; Fé Verdadeira: 01; Ordem Sagrada Fleur d' Liz: 03; Influência: 03; Contatos: 03; Humanidade: 06; Força de Vontade 06; Nível de Vitalidade: 09; Iniciativa: 07; Ataques & Danos: Soco (6/4/3); Chute (6/4/3); Espada Longa (7/6/7); Adaga x 2 (7/5/4); Arco Curto x 6 flechas (5/V/5); Armaduras & Proteções: Armadura Completa - Cabeça: 07; Tronco: 08; Braço Direito: 07; Braço Esquerdo: 07; Perna Direita: 07; Perna Esquerda: 07.
Sir Christian Carter: Natureza: Autocrata; Comportamento: Galante; Nacionalidade: Reino de Devon; Idade: 63 Anos; Sexo: Masculino; Conceito: Cavaleiro da Ordem Sagrada Fleur d' Liz; Força: 04; Destreza: 03; Vigor: 04; Carisma: 02; Manipulação: 03; Aparência: 02; Percepção: 03; Inteligência: 03; Raciocínio: 03; Prontidão: 04; Esportes: 03; Briga: 03; Esquiva: 02; Empatia: 01; Intimidação: 03; Liderança: 03; Lábia 01; Empatia com Animais: 01; Arqueirismo: 03; Etiqueta: 01; Armas Brancas: 04; Cavalgar: 01; Furtividade: 01; Instrução: 01; Investigação: 02; Linguistica: 01; Ocultismo: 01; Senescalia: 01; Consciência: 03; Autocontrole: 03; Coragem: 05; Ordem Sagrada Fleur d' Liz: 04; Influência: 03; Contatos: 03; Humanidade: 06; Força de Vontade 08; Nível de Vitalidade: 09; Iniciativa: 07; Ataques & Danos: Soco (7/4/4); Chute (7/4/4); Espada Longa (8/6/8); Adaga x 2 (8/5/5); Arco Curto x 6 flechas (6/V/5); Armaduras & Proteções: Armadura Completa - Cabeça: 07; Tronco: 08; Braço Direito: 07; Braço Esquerdo: 07; Perna Direita: 07; Perna Esquerda: 07. |
Trata-se de um aposento enorme, com gigantescas pilastras sustentando o teto de rochas brutas; e um longo tapete retangular, nas cores vermelho e amarelo; se estendendo da porta de entrada até os dois imensos tronos de madeira, ricamente marchetados em prata e ouro. Em todos os lados havia desenhos e ornamentos do maior esplendor e opulência das obras de arte. Era realmente um monumento ao poder e a riqueza da Casa Westham...
Ambos os tronos estavam ocupados, mas o espaço era tão amplo que, de longe, mal podia-se distinguir o Conde e a Condessa de Westham!
O Conde parecia um homem próximo da morte. Aparentava ser bem mais velho do que o Cavaleiro Carter (e infinitamente mais magro). Seu longo cabelo cinzento, salpicado de branco, pendia até as costas; sua pele era muito pálida e sua face sulcada por sofrimento e medo. Fitava os visitantes com suspeição, piscando os olhos (ou talvez estivesse quase cego). Apesar da aparente fragilidade, o nobre era um homem obstinado, destemido e briguento (considerado inflexível mesmo quando se tratava dos apelos de sua própria família).
Ao seu lado, ocupando o outro trono, estava sua filha (e única herdeira) Allanis - uma garota bonita e sedutora, esguia e de pernas cumpridas; com cabelos ruivos e rosto magro; vestida com roupas masculinas e empunhando um enorme martelo de guerra. Diziam as más-línguas que seu nariz lembrava o bico de um abutre; e que a Condessa de Westham nunca havia se casado, porque gostava da companhia de outras damas...
Mais uma vez o Cavaleiro Carter assumiu a frente; se ajoelhou; e sacou de seu cinturão um pequeno pergaminho enrolado; entregando-o ao Conde; antes de se apresentar formalmente:
- Vossa Graça... Condessa... Sou Christian Carter, humilde Cavaleiro da Ordem Sagrada Fleur d' Liz. Venho do distante Reino de Devon, para entregar-lhes pessoalmente o convite para a cerimônia de casamento do nosso Príncipe-Regente; como um sinal de respeito e apreço do Lorde Lestrade por Vossas Senhorias... Com a vossa permissão...
O Conde entregou o pergaminho à filha; que rompeu o selo (também com o símbolo da flor de lis); e leu seu conteúdo em voz alta:
- Hummmmm... Vejamos... Aqui diz: "Às casas nobres de Londres: saudações em nome do Príncipe-Regente Eric Lestrade! Vossa Alteza os convida para sua cerimônia de casamento, que se realizará às 21:00 horas, do dia 21 de Junho do presente ano da graça de Nosso Senhor Jesus Cristo; na Cathedrall de Saint Michell, em Redruth - capital do Reino de Devon. Todos os vossos vassalos estão convidados para participar do Grande Torneio, a ser realizado em comemoração do matrimônio. A presença dos senhores trará enorme honra e prestígio para nosso povo"...
O Conde, mais do que depressa, questiona:
- Os senhores convidarão todas as casas nobres de Londres? Até mesmo os cães de Millwall?
O Cavaleiro, preso ao seu voto de honestidade; confirmou:
- Receio que sim, Vossa Graça... Lorde Lestrade gostaria de contar com a presença de Vossas Senhorias em seu matrimônio e também no Grande Torneio que o precederá...
- POIS DIGA-LHE QUE WESTHAM JAMAIS SE SENTARÁ NA MESMA MESA QUE UM CÃO SARNENTO! RETIRE-SE IMEDIATAMENTE DAS MINHAS TERRAS!
A Condessa segura as mãos trêmulas de seu pai, e diz calmamente:
- Acalme-se, papai... Não seja descortês com um nobre Cavaleiro cristão! Ademais... esse Grande Torneio será uma ótima oportunidade para derrotar e humilhar os cães de Millwall! Se o senhor não quiser comparecer, permita que eu e nossos Cavaleiros possam representá-lo...
O nobre londrino pondera por alguns segundos, antes de concordar:
- Tens razão, minha filha... Bem, nobre Arauto... a Condessa de Westham comparecerá ao casamento do Lorde Lestrade; e nossos paladinos defenderão nossa Casa no Grande Torneio...
O Cavaleiro, satisfeito pela missão cumprida, agradeceu:
- Será uma honra para todos nós, Vossa Graça...










